AS CANGACEIRAS, GUERREIRAS DO SERTÃO

Amanda Acosta – indicada Destaque Atriz DID 2019 – e Rebeca Jamir (Crédito: Adriano Dória)

PREMIADO MUSICAL “AS CANGACEIRAS, GUERREIRAS DO SERTÃO” REABRE O TEATRO TUCA COM TEMPORADA ESPECIAL PRESENCIAL A PARTIR DE 16 DE OUTUBRO
Com texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena e direção musical de Fernanda Maia, espetáculo é livremente inspirado em depoimentos de mulheres envolvidas no Cangaço e exalta a força feminina


Sucesso de crítica e público, o musical original “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (indicado Destaque Musical Brasileiro DID 2019) ganha uma nova temporada no Teatro TUCA, entre 16 de outubro e 12 de dezembro de 2021. O espetáculo tem texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena, direção musical de Fernanda Maia e elenco formado por Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Luciana Ramanzini, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcelo Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Carol Costa, Nábia Villela, Carol Bezerra e Eduardo Leão.

O espetáculo, que estreou em 2019 no Teatro do SESI, é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos, que atuavam contra a desigualdade social da região. A trama narra a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão que encontravam dentro do próprio Cangaço, e encontram, umas nas outras, a força para seguir. Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o Cangaço representava, o espetáculo também reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.

UM POUCO SOBRE A ENCENAÇÃO

As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras) – indicados DID 2019 Destaque Direção Musical e Roteiro Original respectivamente -, inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.

Além dos atores cantarem em cena, o espetáculo traz cinco músicos para completar a parte musical (baixo, violão, guitarra, violoncelo e acordeão). Texto e música se misturam, palavra e canto se complementam, como se tudo fosse uma única linha dramatúrgica. “Optamos por uma narrativa que realmente seja uma continuação da cena e não um momento musical que pare para celebrar, ou para criar umas aspas dentro da história. Isso só é possível com canções compostas para o espetáculo. Buscamos um DNA totalmente brasileiro para a peça, tanto na embocadura, na fala, na construção do texto, como na interpretação dos atores. Não tem um modelo importado, não tem uma misancene importada, é uma investigação a partir de códigos que pertencem a uma estética do nosso país e do teatro brasileiro”, comenta o diretor Sergio Módena.

Vera Zimmermann (Créditos: Adriano Dória)

COMO TUDO COMEÇOU

O produtor Rodrigo Velloni, o diretor Sergio Módena – indicado Destaque Direção DID 2019 – e o dramaturgo Newton Moreno queriam fazer uma parceria no teatro há tempos. Em 2018, o produtor Rodrigo Velloni sugeriu que colocassem um projeto no edital do Sesi-SP, juntos decidiram falar do feminino dentro do Cangaço. Assim nasceu As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão: um musical brasileiro inédito autoral.

Tanto a questão do protagonismo feminino como a questão da cultura e da história do Nordeste sempre foram muito presentes na dramaturgia e no teatro feitos por Newton Moreno. “Eu achei que falar sobre as Cangaceiras unia essas duas fontes. Uma escuta sensível a várias vozes femininas, quebrando o silêncio e falando sobre tantas violências, isso me fez pensar sobre os espaços onde não imaginamos que existam lutas silenciosas ou que não são mostradas. Simultaneamente, acessamos documentários, materiais de internet, notícias de jornal e o livro “Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço”, da Adriana Negreiros, que discute a trajetória de Maria Bonita, falando que, apesar de o Cangaço ser um espaço de liberdade para algumas mulheres, era também um lugar violento. O cangaço reproduzia alguns mecanismos de violência do Sertão – abusos, estupros, desmandos. Enfim, ficou relativizado esse lugar de liberdade. Então, o Cangaço acabou virando um trampolim, uma janela, para falarmos sobre a situação de hoje. Por isso, fizemos a opção de não contar – elas são inspiração, mas não contamos a biografia de nenhuma dessas mulheres. Não há registro histórico de um bando dessa natureza. Mas, e se houvesse?”, explica Newton.

UM POUCO DA TRAMA

Uma das grandes características dessa dramaturgia é seu caráter fabular e não de uma reprodução histórica e factual do que foi o Cangaço e o próprio Nordeste brasileiro da época.

O enredo começa quando Serena (personagem de Amanda Acosta) descobre que seu filho, que ela acreditava ter sido morto a mando do marido, Taturano (personagem de Marco França), está vivo. Ela, então, larga seu grupo do Cangaço, chefiado por Taturano, para partir em busca de seu bebê. Neste momento ela não tem a dimensão de que sua luta para encontrar o filho se tornará uma luta coletiva, maior que seu problema pessoal. Outras mulheres que formavam o bando se engajam nessa batalha, além de futuras companheiras que cruzam seu caminho.

Segundo a atriz Amanda Acosta, a peça  “é o grito de libertação que estas mulheres não puderam dar, mas que darão agora através desta obra escrita pelo nosso grande dramaturgo Newton Moreno. Grito que fala sobre coragem, amor, empatia, união, insurreição e liberdade”.

A partir do momento que essa dramaturgia traz um bando de mulheres, que é algo que nunca ocorreu, temos uma liberdade para abrir várias janelas de reflexão, inclusive, fazendo um paralelo com o que estamos vivendo hoje. É uma reflexão sobre o sistema de opressão, no caso a mulher, mas você pode estender para qualquer camada social que está ali sendo historicamente oprimida”, completa o diretor.

INDICAÇÕES E PRÊMIOS

APCA, vencedor de Melhor Dramaturgia (Newton Moreno);
Aplauso Brasil (1º sem de 2019), indicado nas categorias de Melhores Musical e Dramaturgia Sonora;
– Críticos da Folha de S. Paulo, indicado como melhor musical em 2019;
Prêmio Shell 2019, indicado na categoria de Melhor Dramaturgia;
Prêmio Bibi Ferreira 2019, 10 indicações. Vencedor na categoria de Melhor Ator;
Prêmio Destaque Imprensa Digital 2019, 8 indicações;
Prêmio Brasil Musical, 8 indicações.

Pedro Arrais – indicado Destaque Ator Coadjuvante DID 2019 – e Jessé Scarpellini (Créditos: Adriano Dória)

ELENCO

Amanda Acosta
Marco França
Vera Zimmermann
Luciana Ramanzini
Luciana Lyra
Rebeca Jamir
Jessé Scarpellini
Marcelo Boffat
Milton Filho
Pedro Arrais
Carol Costa
Nábia Villela
Carol Bezerra
Eduardo Leão

MÚSICOS

Pedro Macedo (contrabaixo)
Clara Bastos (contrabaixo)
Daniel  Warschauer (acordeom)
Dicinho Areias (acordeom)
Carlos Augusto (violão)
Abner Paul (bateria)
Pedro Henning (bateria)
Felipe Parisi (violoncelo)
Samuel Lopes (violoncelo)

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Sergio Módena
Produção: Rodrigo Velloni
Direção Musical: Fernanda Maia
Canções Originais: Fernanda Maia e Newton Moreno
Coreografia: Erica Rodrigues
Figurino: Fabio Namatame
Cenário: Marcio Medina
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente de Dramaturgia: Almir Martines
Diretor Assistente: Lorena Morais e Lurryan Nascimento
Pianista Ensaiador e Assistente de Direção Musical: Rafa Miranda
Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota
Fotografia: Priscila Prade
Produção Executiva: Swan Prado e Luana Fioli
Assistente de Produção: Adriana Souza e Bruno Gonçalves
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Administração: Velloni Produções Artísticas
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Marcos França – indicado Destaque Ator DID 2019 – e Milton Filho (Créditos: Adriano Dória)

SERVIÇO

TEMPORADA: De 16 de outubro a 12 de dezembro de 2021
LOCAL: Teatro TUCA (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes)
DIAS e HORÁRIOS: Sextas e sábados às 21h | Domingos às 19h
DURAÇÃO: 120 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
CAPACIDADE: 115 lugares

VENDAS (on-line): sympla.com.br
VALORES (on-line): R$ 100 (inteira) + R$ 20 (taxa) | R$ 50 (meia-entrada) + R$ 10 (taxa)
VENDAS bilheteria: De terça a sábado das 14h às 20h | Domingo das 14h às 18h
VALORES bilheteria: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia-entrada)
Desconto de 50% para estudantes, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência (com acompanhante), jovens de baixa renda (de 15 a 29 anos) e professores

Preço especial PUC-SP: R$ 20
(Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação – número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro – compra somente na bilheteria do teatro)

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