NAKED BOYS SINGING! BRASIL

(Crédito: Caio Galucci)

ÍCONE DA CULTURA GAY APRESENTADO EM MAIS DE 20 PAÍSES, MUSICAL “NAKED BOYS SINGING!” ESTREIA DIA 16 DE OUTUBRO NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO
O espetáculo conta com apoio do ProAc de Incentivo ao Desenvolvimento da Cultura Popular, Tradicional, Urbana, Negra, Indígena e LGBTQIA+. Ingressos para este mês estão esgotados


Naked Boys Singing! estreou em 1998 no Celebration Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e posteriormente foi montado em New York, onde se tornou o segundo musical off-Broadway mais longevo. Produzido em mais de 20 países, desde a sua estreia sempre esteve em cartaz em algum lugar do mundo. Em 2020 o espetáculo estava em cartaz em Londres, mas teve que ser interrompido devido à pandemia da Covid-19. 

No Brasil, a montagem nacional chega à Sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte. Após duas estreias adiadas, a temporada inicia de forma presencial a partir do dia 16 de outubro, sábado, às 19 horas, seguindo todas as normas sanitárias do Estado de São Paulo.

Naked Boys Singing! é um espetáculo com músicas pujantes, tocadas ao vivo por um ator/pianista e defendido com energia e vitalidade por dez atores/cantores/bailarinos, além de uma equipe criativa com nove artistas. O espetáculo é dividido por 15 atos musicados, que abordam temas distintos relacionados ao corpo masculino, do cômico nonsense ao drama.

Segundo o diretor Rodrigo Alfer, a pele exposta em 2021 terá um significado mais amplo e poético, principalmente pelo momento de pandemia em que fomos obrigados a nos cobrir, e temermos o corpo e contato com o outro. O musical além de libertador será uma celebração à vida.  

O MUSICAL

Naked Boys Singing! possui a estrutura de um gênero que surgiu na França no século XV, o Vaudeville, nele artistas se apresentavam através de números musicais, de dança, acrobacias, mágicas, atletas, grupos ciganos e números com animais. No seu início, os espetáculos eram apenas dirigidos para homens, pois seus números eram considerados grosseiros e chulos. 

No século XIX nos EUA e Canadá ganhou contornos de comédia ligeira e foi a principal forma de entretenimento da classe média burguesa tornando-se uma diversão para toda a família. 

Diferente de seu intuito inicial, que era somente entreter a burguesia, Naked Boys Singing! joga luz em temas como, circuncisão, masturbação, HIV, ereção involuntária, corpo padrão, gordofobia, pornografia e outras surpresas, além, é claro, de falar de amor. 

O NU MASCULINO NA ARTE

Na história da arte figurativa, o nu existe desde os primórdios, foi praticado em diversas culturas como egípcias e assírias. Ao buscar um recorte em nossa cultura ocidental para o corpo masculino, é possível encontrarmos a forma de como foi retratado. Na Grécia antiga, berço de nossa civilização, esteve presente tanto nas artes quanto na mitologia, onde encontramos seres com figurações masculinas e fálicas, como é o caso do deus Príapo. 

Com o passar do tempo, o corpo nu masculino entrou para os estudos de anatomia, onde se fortaleceram nas instituições de arte e deixaram de ser algo provocativo, sendo retomado nos anos sessenta através de performances artísticas. 

No Brasil, o espetáculo musical americano “Hair”, que em 1969 esteve em cartaz na cidade de São Paulo, com atores hoje consagrados, como Ney Latorraca, Antônio Fagundes e Sônia Braga, é considerado o primeiro espetáculo teatral com nu frontal coletivo, seguido por espetáculos do Teatro Oficina e por Raul Cortez que verdadeiramente fez o primeiro nu frontal masculino do teatro brasileiro, no celebrado espetáculo “O Balcão”, de Jean Genet.

Após esse período, o nu, principalmente o masculino, foi perdendo a sua força no que se diz respeito ao seu uso nas artes, e praticamente se tornou um tabu. Diferente do corpo feminino que sobreviveu, mas a serventia de um mundo patriarcal e machista. 

Muito se fala da nudez gratuita ou de sua conotação mercadológica para se vender ingressos. Também se é dito que o nu ficou no passado e que ninguém mais se interessa. Com o advento da internet e da pornografia a mão de quem quiser, o nu foi atrelado a uma categoria menor, colocado num nível abaixo até mesmo por artistas. 

ELENCO

André Lau
Aquiles
João Hespanholeto
Luan Carvalho
Lucas Cordeiro
Raphael Mota
Ruan Rairo
Silvano Vieira
Victor Barreto
Tiago Prates
Gabriel Fabri – Pianista

FICHA TÉCNICA

Idealização: Robert Schrock
Direção: Rodrigo Alfer
Assistente de Direção: Manu Littiéry
Direção Musical: Ettore Veríssimo
Direção Coreográfica: Alex Martins
Preparação de Elenco: Érika Altimayer
Cenário e Figurino: Daniele Desierrê
Desenho de Luz: Gabriela Araújo
Desenho de Som: André Omote
Copista: Rafael Gamboa
Produção e Cenotecnia: Alexandre de Marco
Comunicação Visual: Alexandre Furtado
Produção: Cícero de Andrade
Produção Bacana Produção Artísticas & Mosaico Produções

(Crédito: Caio Galucci)

SERVIÇO

TEMPORADA: De 16 de outubro a 19 de dezembro
LOCAL: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista – São Paulo)
DIAS e HORÁRIOS: Sábados às 19h | Domingos às 20h
DURAÇÃO: 80 min
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

VENDAS: sympla.com.br (outubro – ingressos esgotados / vendas abertas para novembro e dezembro)
VALORES: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia-entrada)

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