MAGIA – UM NOVO MUSICAL

(Crédito: Divulgação)

Desenvolvida entre Brasil, Estados Unidos e Caribe, a produção original brasileira em cartaz no IBT – Instituto Brasileiro de Teatro combina fantasia, crítica social e trilha latino-caribenha em uma fábula contemporânea sobre desigualdade, identidade e o verdadeiro significado de desejar

Uma ilha onde desejos se realizam, mas nunca sem custo. É a partir dessa premissa que se desenvolve “MAGIA, O MUSICAL”, espetáculo autoral que entra em suas últimas apresentações, marcando a primeira produção da Girassol Produções em parceria com Marília Lopes, em cartaz no novo Centro Cultural IBT – Instituto Brasileiro de Teatro, em São Paulo, com temporada até 12 de maio, sessões às terças e, ocasionalmente, às quartas. Na trama, a montagem conduz o público por uma história fantástica atravessada por temas como desigualdade social, opressão e identidade cultural.

Escrito por Nathan Leitão e Letitia Bullard, o musical parte de um universo ficcional para construir uma alegoria sobre o funcionamento das estruturas sociais. Na trama, a ilha de Tekoha abriga uma fonte mágica capaz de realizar desejos: ao completar 17 anos, cada cidadão tem um pedido atendido. O que se apresenta como privilégio, no entanto, revela uma lógica invisível, já que, a cada desejo concedido, algo de igual valor é retirado da ilha vizinha, Deyo.

É nesse contexto que surge Leilani, jovem habitante de Deyo que atravessa fronteiras em busca da magia capaz de salvar a vida de seu pai. Sua jornada, ao mesmo tempo íntima e política, conduz a história por uma pergunta central: o que é, afinal, a verdadeira magia em uma sociedade que naturaliza desigualdades e sustenta seus próprios desequilíbrios?


Com direção de Samuel Gonçalves, que conta com Mafê Alcântara como assistente de direção e diretora residente, direção musical assinada por Nathan Leitão, em parceria com Felipe Sushi, e coreografia de Julia Sanchis, o espetáculo articula diferentes camadas de linguagem para construir uma encenação que equilibra fantasia, ritmo e reflexão. A condução criativa se ancora em um processo colaborativo que atravessa desde a concepção até a realização em cena.

Mais do que um espetáculo de fantasia, “Magia” se organiza como uma construção de camadas, em que o encantamento visual convive com uma reflexão sobre pertencimento, acesso e identidade. A encenação sustenta esse equilíbrio ao propor uma experiência que transita entre o imaginário e a observação crítica do mundo contemporâneo.


O projeto nasce de um encontro artístico e cultural. Nathan Leitão Letitia Bullard se conheceram durante o mestrado em Composição para Teatro Musical na Berklee College of Music, em Nova York, onde identificaram pontos de contato entre suas origens, brasileira e bahamense. A partir desse diálogo, desenvolveram uma mitologia própria, atravessada por referências culturais diversas e por uma investigação sobre dinâmicas sociais compartilhadas entre diferentes territórios.

Desde então, “Magia” vem sendo desenvolvido em um circuito internacional de formação e experimentação. O musical participou de showcases em Nova York com instituições como New York Theater Barn e Prospect Musicals, integrou o NAMT em 2025 e passou por processos de desenvolvimento na Syracuse University e na Manhattan School of Music. Atualmente, a obra segue em aceleração pela Yale University, etapa que impulsionou a realização simultânea de montagens no Brasil e nas Bahamas em 2026.

Essa circulação amplia o alcance do projeto e reforça sua vocação de dialogar com diferentes públicos a partir de uma história que, embora fantástica, se ancora em experiências reais. A estreia brasileira também carrega um dado central: sua realização só foi possível por meio de financiamento coletivo, mobilizando uma rede de centenas de apoiadores e evidenciando o caráter independente da produção.


Em cena, o espetáculo reúne nomes reconhecidos do teatro musical brasileiro e uma nova geração de intérpretes. Laura Castro vive Leilani e também integra a produção do espetáculo, ao lado de Gigi Debei e Marília Lopes, que acumulam funções entre a produção e o elenco. No palco, Marília Lopes interpreta Yara, ao lado de Aline Serra como Deanna, João Ferreira como João Doidão, Ivan Parente como Ivo, Yudchi como Kadu, Gigi Debei como Sadé e Abrahão Costa como Azuri. A encenação se apoia ainda em uma estrutura que inclui covers, swings e ensemble, com Nayara Venâncio, Nicole Luz, Eddy Norole, Gabriel Kadu, Nicolas Mencalha, Sarah Macedo, Helena Bemelmans, Douglas Motta e Jeison Lopes, além de Ana Catharina Goulart, que atua também como assistente de coreografia e dance captain.

A musicalidade do espetáculo é executada ao vivo, com regência e teclado de Sarah Moreira, ao lado de Thiago Guimarães, no violão e baixo, e Kayo Vidal e Lukas Felli, que se alternam nas sessões na percussão, além da preparação vocal de Pedro Copetti. A partir dessa base, a trilha ganha corpo ao misturar ritmos brasileiros como samba, rap, funk e bossa nova a influências afro-latinas e caribenhas, criando uma identidade sonora que atravessa a encenação e sustenta o ritmo da história em cena.

O universo visual se constrói a partir do figurino de Allan Ferc e do visagismo assinado por Dicko Lorenzo e Matte Gadelha, em diálogo com a cenografia de César Augusto e o desenho de luz de Gabriel Gonçalves. O desenho de som de Guilherme Zomer completa a experiência sensorial da encenação, potencializada pela configuração do Palco Praça, espaço de caráter mais intimista, com cerca de 160 lugares, que favorece a proximidade e a relação direta entre cena e público.

Pensado como uma experiência acessível e envolvente para diferentes faixas etárias, “Magia, o Musical” se apresenta como uma porta de entrada para novos espectadores no teatro, ao mesmo tempo em que oferece densidade temática suficiente para dialogar com públicos já familiarizados com o gênero. Ao articular entretenimento e reflexão sem recorrer a simplificações, a obra propõe um deslocamento: olhar para o extraordinário não como fuga, mas como uma forma possível de ler e repensar o mundo ao redor.

A montagem conta com o apoio de Casa da Dança, Bake Bun, Radar Sound, IBT, HAYA, Sala Palco, Mari Maria, Broadway Experience e Stone Art Films, além do patrocínio de Hera Casting, Padoca Delas, Ebla Skincare, Brasil Classical e LML Contabilidade.

ELENCO

Laura Castro – Leilani
Aline Serra – Deanna
Marília Lopes – Yara
Gigi Debei – Sadé
João Ferreira – João Doidão
Ivan Parente – Ivo
Abrahão Costa – Azuri
Yudchi – Kadu
Nayara Venâncio – Leilani (cover) / Yara (cover)
Eddy Norole – Kora / Azuri (cover)
Nicole Luz – Na’Abi / Deanna (cover) / Sadé (cover)
Douglas Motta – Ensemble / João Doidão (cover)
Gabriel Kadu – Ensemble / Kadu (cover)
Nicolas Mencalha – Ensemble / Kora (cover)
Helena Bemelmans – Ensemble / Na’Abi (cover)
Sarah Macedo – Ensemble
Jeison Lopes – Swing
Ana Catharina (dance captain) – Swing

BANDA

Regente / Pianista – Sarah Moreira
Violão / Baixo – Thiago Guimarães
Percussão – Rosa Rhafa

CRIATIVOS e PRODUÇÃO

Texto de Nathan Leitão e Letitia Bullard
Direção Geral – Samuel Gonçalves
Assistente de Direção – Mafê Alcântara
Direção Musical / Versão Brasileira – Nathan Leitão
Codireção Musical – Felipe Sushi
Direção Coreográfica – Julia Sanchis
Assistente de Coreografia – Anna Catharina
Visagismo – Dicko Lorenzo
Covisagismo – Matt Gadelha
Figurino – Allan Ferc
Assistente de Figurino – Carolina Kodama, Denise Evangelista, Gui Romaniche e Lakís Farias
Cenografia – César Costa
Design de Luz – Gabriel Gonçalves
Design de Som – Guilherme Zomer
Preparador Vocal – Pedro Coppeti
Stage Manager – Tatah Cerquinho e Anna Gongora
Produção – Marília Lopes, Julia Veida e Tiago Araujo
Realização de Girassol Produções Artísticas

TEMPORADA: De 17 de março a 19 de maio de 2026
LOCAL: Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista, São Paulo/SP | Capacidade: 160 pessoas | Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida | As datas de acessibilidade em libras serão divulgadas previamente nas redes sociais
DIAS e HORÁRIOS: Às Terças e Quartas (ocasionais) às 20h
DURAÇÃO: 135 minutos (com intervalo)
CLASSIFICAÇÃO: Livre
INSTAGRAM: @magiaomusical

VENDAS (on-line com taxa): sympla/magiaomusical
*As vendas de ingresso deste espetáculo são apenas pelo Sympla
SETORES e VALORES:
Rahiti (Arena): R$ 100 (inteira) + R$ 10 (taxa) | R$ 50 (meia) + R$ 5 (taxa)
Yara (Mezanino): R$ 100 (inteira) + R$ 10 (taxa) | R$ 50 (meia) + R$ 5 (taxa)
Manga (Mezanino – Visão Parcial) R$ 80 (inteira) + R$ 8 (taxa) | R$ 40 (meia) + R$ 4 (taxa)
João Doidão (Mezanino em pé): R$ 40 (preço único) ***A escolha por esse formato de ingresso é uma decisão exclusiva da produção do musical MAGIA. O IBT (Instituto Brasileiro de Teatro) não possui qualquer relação com essa definição, exigência ou determinação.

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