O BEM-AMADO

(Crédito: Ronaldo Gutierrez)

NO CENTENÁRIO DE DIAS GOMES, O CLÁSSICO “O BEM AMADO” GANHA VERSÃO MUSICADA TEATRAL COM DIREÇÃO DE RICARDO GRASSON E LETRAS E MÚSICAS DE ZECA BALEIRO E NEWTON MORENO


Considerado um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Dias Gomes (1922-1999) celebraria seus 100 anos em 2022. E, para marcar essa data, o diretor Ricardo Grasson estreia uma adaptação musicada de uma das maiores obras do autor baiano, “O Bem Amado”.

Com produção de Rodrigo Velloni, o espetáculo estreia no dia 5 de agosto no Sesc Santana, onde segue em cartaz até 11 de setembro, com apresentações às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h e nos dias 02 e 09, sextas, sessão vespertina às 15h. Espetáculo tem letras e músicas de Zeca Baleiro e Newton Moreno, com direção musical de Marco França e traz no elenco Cassio Scapin, Marco França, Eduardo Semerjian, Rebeca Jamir, Luciana Ramanzini, Kátia Daher, Ando Camargo, Heitor Garcia, Roquildes Júnior e o ator convidado Guilherme Sant’Anna.

Escrita em 1962, “Odorico, o Bem Amado, ou Os Mistérios do Amor e da Morte” é considerada um clássico do teatro moderno brasileiro e ficou bastante conhecida pelo grande público ao ser adaptada na primeira telenovela exibida em cores no Brasil e a ser exportada. A versão, exibida pela TV Globo em 1973, era dirigida por Régis Cardoso e estrelada por Paulo Gracindo, Lima Duarte, Jardel Filho, Sandra Bréa, Ida Gomes e outros grandes atores.

O Bem Amado é um marco do realismo fantástico brasileiro. Dias Gomes toca com o sincretismo peculiaridade e maestria, em temas mais que atuais e fundamentais para a informação e a formação de gerações, como a crítica contestadora, o tom sarcástico e demagogo, a política, os costumes moralistas, a diversidade, religioso, a relação entre homens e o poder subversivo e todas as suas consequências”, reflete o diretor Ricardo Grasson.

Ele ainda conta como decidiu montar esta obra: “Foi em uma entrevista, em um canal na internet, que ouvi o Cassio (Scapin) contando da vontade de representar o personagem Odorico Paraguaçu, pela importância do autor e do texto na atual situação em que nós, como cidadãos e artistas, nos encontrávamos. Liguei para o Cassio, nos conhecemos há alguns anos e durante este período de pandemia fizemos alguns trabalhos juntos, então fiz o convite: O que você acha de montarmos O Bem Amado? Ele disse sim!”.


SUCUPIRA, A CIDADE QUE NÃO MORRIA NINGUÉM

A comédia satiriza o cotidiano de Sucupira, uma cidade fictícia no litoral baiano, onde vive o político corrupto e demagogo Odorico Paraguaçu, candidato a prefeito da cidade e adorado pela maior parte da população. Como não há um cemitério na cidade, o que obriga os moradores a enterrar seus mortos em municípios vizinhos, o “bem-amado” em questão se elege prefeito com o slogan “Vote em um homem sério e ganhe um cemitério”.

O grande problema é que não morre ninguém em Sucupira para que o cemitério seja inaugurado. O prefeito resolve, então, lançar mão de todo tipo de artifício para não perder o apoio popular, até mesmo consentir a volta à cidade do terrível pistoleiro Zeca Diabo, com a total garantia de que ele não será preso. Há a esperança de que ele mate alguém e lhe arranje um defunto. O prefeito só não imaginava que Zeca Diabo volta a Sucupira disposto a nunca mais matar ninguém, pois quer virar um homem correto, um homem de Deus! No final da trama, é o próprio Odorico quem inaugura o cemitério, após ser morto com tiros por Zeca Diabo. Todos lamentavam-se. O prefeito Odorico tornou-se um mártir.

Para trazer ao palco a pequena, seca, rude, litorânea e quente cidade de Sucupira, Grasson conta que procurou referências nas bases do realismo fantástico. “Somos inspirados pelos filmes de Federico Fellini, pela xilogravura nordestina moderna com influência de obras de artistas como Speto, pelo teatro popular brasileiro e pelos movimentos e desdobramentos da confecção dos livros ‘pop up’ (tipo de ilustrações em dobraduras de papel que saltavam dos livros)”, revela.

Ele ainda acrescenta que busca uma encenação de contornos populares, vibrantes, alegres e tipicamente brasileiros. “Queremos uma encenação enraizada na cultura nordestina brasileira, na interpretação e composição visceral dos atores e na linguagem de alcance direto, popular”.

E, sobre o processo de musicar a obra de Dias Gomes, o encenador comenta: “Incorporar na obra as músicas originais, somará nas nuances dramatúrgicas linguísticas típicas do autor, em brasilidades necessárias, transpondo para elementos e personagens da cultura nacional referências cotidianas e místicas, originárias nos personagens criados e descritos pelo autor”.

FICHA TÉCNICA 

ELENCO 

Ator Convidado
Guilherme Sant’Anna

Cassio Scapin
Marco França
Eduardo Semerjian
Rebeca Jamir
Luciana Ramanzini
Kátia Daher
Ando Camargo
Heitor Garcia
Roquildes Júnior

MÚSICOS 

Marco França
Bruno Menegatti
Daniel Warschauer
Roquildes Júnior

CRIATIVOS

Autor: Dias Gomes
Direção: Ricardo Grasson
Produção: Rodrigo Velloni
Letras e Músicas: Zeca Baleiro e Newton Moreno
Direção Musical: Marco França
Música Original (Instrumental): Marco França
Arranjos: Marco França e Zeca Baleiro
Cenário: Chris Aizner
Desenho de Luz: Cesar Pivetti
Figurino: Fábio Namatame
Direção de Movimento e Coreografia: Katia Barros e Tutu Morasi
Designer Gráfico: Ricardo Cammarota
Fotografia: Ronaldo Gutierrez
Preparação Vocal: Marco França
Visagismo: Alisson Rodrigues
Adereços: Kleber Montanheiro
Assistente de Direção: Heitor Garcia
Designer de Som: Fernando Wada
Produção Executiva: Swan Prado e Felipe Back
Assistente de Produção: Adriana Souza
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Assessoria Jurídica: Martha Macruz de Sá e Vinícius Precioso
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Idealização: Ricardo Grasson e Cassio Scapin
Administração: Velloni Produções Artísticas
Realização: Sesc São Paulo

SERVIÇO

Temporada: 5 de agosto a 11 de setembro 
LOCAL: Sesc Santana Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana
DIAS e HORÁRIOS: Às Sex às 21h | Sáb às 20h | Dom às 18h – E dias 02 e 09 de setembro, às Sextas, sessão vespertina às 15h
DURAÇÃO: 110 minutos 
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos 

VENDAS (on-line com taxa): sescsp.org.br
Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada) e R$12 (credencial plena)

*Credencial Plena – Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
*Meia – Estudante, ID jovem, servidor de escola pública, + 60, aposentados, pessoa com deficiência e seu acompanhante

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