TATUAGEM

(Crédito: Rodrigo Chueri)

CIA. DA REVISTA ESTREIA O MUSICAL “TATUAGEM”, ADAPTAÇÃO TEATRAL PARA O FILME HOMÔNIMO DE HILTON LACERDA
Com direção de Kleber Montanheiro, o espetáculo estreia dia 14 de abril embalado pelas canções da banda “As Baías” e transforma as instalações de todo o espaço do grupo.


“Aqui no reino do espetáculo, todo mundo faz parte dessa alegria. Por isso a nossa arma é o deboche! Olhe, olhe, que hoje vamos ter muita coisa. Vamos ter Paulete Beirinha, Suzana Estilo de Gata, apresentação de Marquinhos Odara e o sensacional concurso Membro de Ouro! Gostam, não é? E eu, com as mais de quinhentas máscaras da mais notável noite do Recife, a noite que abala o quarteirão e faz tremer toda forma de autoridade. O Moulin Rouge do subúrbio, a Broadway dos pobres, o Studio 54 da favela…
Bem-vindos ao Chão de Estrelas!”

A Cia. da Revista comemora seus 25 anos de trajetória com a estreia do musical “TATUAGEM”, uma adaptação dirigida por Kleber Montanheiro para o longa-metragem que rendeu o Kikito de melhor filme ao cineasta recifense Hilton Lacerda no Festival de Cinema de Gramado, em 2013. O espetáculo estreia no dia 14 de abril, no Espaço Cia. da Revista, onde fica em cartaz de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h. 

O elenco conta com a participação de André Torquato, Bia Sabiá, Cleomácio Inácio, GuRezê, Júlia Sanchez, Lua Negrão, Lucas Truta, Mateus Vicente, Natália Quadros, Romário Oliveira e Zé Gui Bueno. Já a direção musical e os arranjos são assinados por Marco França.

A trama acompanha a trupe teatral recifense Chão de Estrelas, que é liderada pelo extravagante Clécio Wanderley. Em uma noite de show, em 1978, os artistas recebem a visita do jovem Fininha, que é cunhado de Paulete, a estrela do grupo. Encantado com aquele universo marginal, o militar logo é seduzido pelo charmoso líder da companhia.

Os dois iniciam um tórrido relacionamento, que vai colocar Fininha diante de um grande problema: como viver esse amor e continuar trabalhando no repressivo ambiente militar em plena ditadura? Um espetáculo sobre o amor e a liberdade em tempos de opressão.

Algo curioso é que o Chão de Estrelas é inspirado no Teatro Vivencial, uma trupe pernambucana que fez sua arte nos anos de 1970 e 1980 e ficou conhecida por sua militância poética e como ícone da contracultura. E, de acordo com o diretor Kleber Montanheiro, o próprio trabalho feito pela Cia. da Revista tem muitas semelhanças com o do grupo retratado pelo filme.

Nós todos temos essa ideia de junção de linguagens. A música sempre está muito presente em nossos espetáculos e exploramos outras possibilidades, como a dança, o circo, o circo-teatro e a própria revista como um gênero. Isso tem muito a ver com o Chão de Estrelas. E é interessante porque esse grupo estava inserido em um contexto de luta pela liberdade e nós estamos lutando para continuar com nosso espaço aberto, que ficou muito tempo fechado durante a pandemia”, compara o encenador.

Para transpor toda essa atmosfera criada pelo Chão de Estrelas no filme, a Cia. da Revista modificou até a estrutura de seu espaço. A plateia, por exemplo, será acomodada em cadeiras e mesas de dois lugares e até o hall de entrada e a fachada do espaço foram repensados para lembrar a sede do grupo fictício.

Tatuagem é o segundo espetáculo da trilogia de peças “Conexão São Paulo-Pernambuco”, que teve início em 2021, com a estreia de “Nossos Ossos”, a partir do romance do escritor Marcelino Freire. 

TRILHA SONORA D’AS BAÍAS

Kleber Montanheiro conta que a ideia de montar a adaptação surgiu nesse período de isolamento, em um momento que ele estava revisitando obras que marcaram sua vida. Acho que a música acabou sendo o ponto de partida. Eu estava assistindo ao filme e notei que as canções d’As Baías se encaixavam perfeitamente em várias cenas. Tenho amizade com a banda, principalmente com a Assucena, pois dirigi o show da turnê “Mulher”, do primeiro disco delas. E parecia que as músicas tinham sido feitas para o filme”, comenta.

Embora a adaptação seja muito fiel aos diálogos do longa, a trilha sonora passou a incorporar as 23 canções de Raquel Virgínia, Rafael Acerbi e Assucena – que ainda compôs mais uma música inédita, “Tatuagem”, como tema do espetáculo.

Existem várias camadas da música dentro da peça. Como as canções d’As Baías não contam uma história com começo, meio e fim, mas falam sobre um tempo, muitas vezes, a música tem uma função narrativa. Às vezes, funciona como um pensamento de uma personagem, comenta uma ação anterior e até anuncia algo que está por vir”, acrescenta o diretor.

#FEITOTATUAGEM

Além da transformação do espaço, o foyer do teatro receberá durante a temporada painéis do projeto #FeitoTatuagem, de Louise Helene e Sergio Santoian. Excepcionalmente, os retratos em preto e branco ganham versão especial em cores e com nomes de pessoas que desapareceram na ditadura, escritos pelos corpos dos criativos e elenco do musical.

Foto: Kleber Montanheiro por Louise Helene e Sergio Santoian

ELENCO

André Torquato
Bia Sabiá
Cleomácio Inácio
GuRezê
Júlia Sanchez
Lua Negrão
Lucas Truta
Mateus Vicente
Natália Quadros
Romário Oliveira
Zé Gui Bueno

FICHA TÉCNICA

Do filme de Hilton Lacerda
Adaptação, direção, cenários e figurinos: Kleber Montanheiro
Direção musical e arranjos: Marco França
Músicas: As Baías – Raquel Virgínia, Rafael Acerbi e Assucena
Música composta – “Tatuagem”: Assucena
Iluminação: Gabriele Souza
Visagismo: Louise Heléne
Preparação Côco de Roda: Val Ribeiro 
Assistente de direção: João Victor Silva
Co-figurinista e direção de ateliê: Marcos Valadão
Costureira: Nonata Diniz
Aderecistas: Gustavo Zanela e Rebeca Oliveira
Cenotecnia: Evas Carretero
Músico ensaiador: Gabriel Hernandes 
Projeto Feito Tatuagem: Louise Heléne e Sérgio Santoian
Fotos Feito Tatuagem: Sérgio Santoian
Fotos do elenco: Rodrigo Chueri 
Direção de produção: Jota Rafaelli e Luciana Venâncio
Produção: Movicena Produções
Realização: Cia. da Revista

Este projeto foi contemplado pela 11ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Reprodução: Instagram @ciadarevista

SERVIÇO

TEMPORADA: De 14 de abril a 5 de junho
LOCAL: Espaço Cia da Revista – Alameda Nothmann, 1135, Campos Elíseos
DIAS e HORÁRIOS: De quinta a sábado, às 21h | Domingos, às 19h
DURAÇÃO: 135 minutos (com intervalo)
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

INGRESSOS: sympla.com.br
VENDAS (on-line):

Quintas-feiras – R$80 (inteira) + R$8 (taxa) | R$40 (meia-entrada) + R$4 (taxa) | R$200 (mesa, com direito a dois lugares) + R$20 (taxa)
Sextas-feiras – GRÁTIS, distribuídos na bilheteria por ordem de chegada
Sábados e Domingos – R$20 (inteira) + R$2,50 (taxa) | R$10 (meia-entrada) R$2,50 (taxa) | R$40 (mesa, com direito a dois lugares) + R$4 (taxa)

*É obrigatório apresentar a carteira de vacinação para entrar no teatro. Servem como comprovante de vacinação o certificado de vacinas digital disponível na plataforma do Sistema Único de Saúde – Conecte SUS, ou Poupatempo Digital, e comprovante ou cartão de vacinação emitido pelos órgãos de saúde.

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