SILVIO SANTOS VEM AÍ

(Crédito: Adriano Dória)

COMÉDIA MUSICAL “SILVIO SANTOS VEM AÍ” REESTREIA NO 033 ROOFTOP 
Primeira produção teatral da Paris Cultural retoma atividades para temporada
presencial a partir de 15 de outubro

Com texto de Marília Toledo e Emílio Boechat, direção de Fernanda Chamma (que também assina a coreografia) e Marília Toledo, além de direção musical de Marco França, a comédia musical Silvio Santos Vem Aí volta para o 033 Rooftop (na cobertura do Teatro Santander), no complexo JK Iguatemi, em São Paulo, após temporada interrompida por conta da pandemia. 

O espetáculo faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel (vivido pelo ator Velson D’Souza) desde sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 90, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, a peça promete agradar todas as gerações.undefined

O elenco é formado pelos atores Adriano Tunes (Velha da Praça, Nahim), Andreas Trotta (Leon), Bianca Rinaldi (Íris), Bruno Kimura (Anestesista, Bailarino Russo), Daniela Cury (Rebeca Abravanel e Hebe Camargo), Diego Montez (Wagner Montez, Sidney Magal, Boni), Gigi Debei (Mara Maravilha, Telemoça), Giselle Lima (Sônia Lima, Cidinha), Gustavo Daneluz (Silvio Jovem), Hellen De Castro (Gretchen, Telemoça), Ivan Parente (Pedro de Lara), Ju Romano (Rosana, Telemoça), Juliana Bógus (Aracy de Almeida), Léo Rommano (Atrasildo, Manoel de Nóbrega Alternante), Lucas Colombo (Bozo), Paula Flaibann (Elke Maravilha), Pedro Passari (Swing), Rafael Aragão (Alberto Abravanel e Silvio Alternante), Roquildes Junior (Roque), Thiago Garça (Pablo e Bailarino Russo), Velson D’Souza (Silvio Santos), Verônica Goeldi (Boneca, Bolinha de Sabão e Telemoça) e Vinícius Loyola (Gugu Liberato, Gilliard e Sérgio Mallandro).

Para Marília Toledo, fazer um musical 100% nacional é um dos principais desafios deste trabalho e também o seu maior orgulho. “Falar de uma figura tão emblemática da nossa cultura popular, usando a música como fio condutor da história, nos permite uma boa liberdade estética. Isso se dá porque conhecemos bem os personagens ligados ao Silvio Santos, além dos ritmos e canções que acompanharam a trajetória do apresentador e empresário desde sua ascensão profissional até a década de 90, que é a linha cronológica da dramaturgia, escrita por mim e pelo Emilio Boechat”, comenta Marília.

Já Emilio Boechat conta que a peça foi escrita ao longo de um ano e meio. “Investimos um bom tempo levantando uma timeline de eventos importantes na vida do Silvio. Depois jogamos esses eventos dentro da estrutura clássica de um musical. Foi quando decidimos contar a história do Sílvio por meio de um devaneio, como em ‘All That Jazz’. A partir daí, escrevemos poucas cenas juntos. Como era difícil coincidir nossas agendas de trabalho, eu escrevia algumas cenas quando podia e ela também. Pouco antes do início dos ensaios escrevemos juntos as cenas que faltavam. Mas sabíamos que com a entrada do Marco França muitas cenas com diálogos seriam transformadas em música. Era um desejo dos dois que o espetáculo fosse conduzido pelas canções”, comenta.

O ator Velson D’Souza, de 35 anos, foi o escolhido para interpretar Silvio Santos – ele trabalhou no SBT em novelas como ‘Cristal’, ‘Revelação’ e ‘Vende-se Um Véu de Noiva’, e com o próprio apresentador no Programa Sílvio Santos. Para se preparar para esse papel desafiador, ele conta que tem procurado fugir da caricatura do homenageado, que já foi imitado por tantas personalidades.

Estou tentando partir da desconstrução. Minha abordagem é olhar as situações da vida dele com o máximo de verdade, da maneira mais próxima de mim, do que eu vivi e me colocar no lugar dele. Acho que a convivência com ele ajudou bastante, sobretudo para perceber que ele é daquela forma que conhecemos mesmo quando não está em cena. E trazer um pouco da voz do Silvio, sobretudo do timbre. Não para ficar aquela coisa carregada, mas para termos uma pequena diferenciação de quando é o showman e quando está conversando com outras pessoas fora de cena, como, por exemplo, com Manoel da Nóbrega. O grande lance é não ficar aquela caricatura do Silvio Santos que todo mundo faz. E isso também funciona para o gestual. Tem a questão da mão, que é muito presente, toda aquela postura altiva e elegante do Silvio. Eu acho que temos que entender isso e atravessar. Quando ele era jovem, provavelmente não era igual ao que é hoje. Mas temos que fazer algo que lembre como ele é hoje”, revela o ator.

Bozo (Lucas Colombo) é uma das figuras marcantes da história do SBT que aparecem durante o musical (Crédito: Adriano Dória)

Antes do início do espetáculo, haverá um pré-show com diversas atrações do programa Silvio Santos ao longo de décadas no ar, como a “Porta da Esperança”, o “Foguete do sim ou não” e o “Roletrando”, além de um bar com comidas típicas do Domingo no Parque, como salgados, pipoca, refrigerante e algodão doce, entre outros.

É justamente a novidade e o ineditismo que pautam a direção de Fernanda Chamma. “O processo criativo do musical do Silvio está sendo bem bacana. Fechamos um elenco expressivo do teatro musical, então, estou trabalhando com uma liberdade de criação dos personagens de uma maneira bem inusitada e atemporal. Eu não quero rótulos – mesmo que estejamos trabalhando com personalidades bem conhecidas, acho que tudo o que não é previsível será bem aceito. E acho que estamos fazendo um espetáculo com muito ritmo, diversão e um formato diferente. Sempre quero ser diferente e não parar de criar nunca, pois é uma forma de respeito ao público e ao teatro musical. E o Silvio Santos é isto: uma persona única, jamais existiu e nem existirá outra similar. Acho que tem que ter esse ineditismo, humor, alegria e um estilo SBT de se fazer”, explica a diretora.

A trilha sonora é composta por músicas que marcaram a trajetória de Silvio Santos até a década de 1990 e animaram os programas de auditório. “Fazer esse projeto é inevitavelmente olhar para o passado e revisitar minha infância, na qual esse universo não só do programa, mas das músicas – sobretudo da década de 1980 – esteve tão presente. A minha função primeira é ser fiel aos arranjos originais, tentando mudar minimamente, colocando um pouco da minha personalidade, mas sem ferir a identidade dessas canções que estão nesse imaginário e que fizeram parte dessa época. E a outra parte compor canções novas que tenham a ver com a necessidade da dramaturgia. Dentro desse repertório popular que estava presente nas vinhetas do programa do Silvio tem um pouco do jingle publicitário. Para reforçar esse caráter, resolvi trabalhar com o Fernando Suassuna, um grande músico e amigo de infância. Ele escreveu as letras e eu compus todas as canções originais. Acho que todos estão bem felizes com o resultado”, acrescenta o diretor musical Marco França.

Para zelar pela segurança do público e funcionários, “Silvio Santos Vem Aí” está seguindo todas as regras determinadas pelas autoridades sanitárias para o retorno do espectador ao teatro. O público será limitado a 67% da capacidade e o 033 Rooftop trabalhará com um mapa de lugares que garante o distanciamento social de 1 metro, de acordo com os protocolos autorizados pelo poder público para o retorno das atividades presenciais. O uso de máscara é obrigatório.

Bianca Rinaldi dá vida à Íris Abravanel, esposa de Silvio Santos (Crédito: Adriano Dória)

FICHA TÉCNICA

Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo
Direção Musical: Marco França
Cenografia: Bruno Anselmo
Realização: Paris Cultural
Patrocínio: EMS
Apoio: Trossesu, Esfera, Banco RCI, Getnet, Santander Seguros e Previdência
Produção Geral: Paris Cultural

ELENCO

Adriano Tunes – Velha da Praça e Nahim
Andreas Trotta – Leon
Bianca Rinaldi – Íris
Bruno Kimura – Anestesista e Bailarino Russo
Daniela Cury – Rebeca Abravanel e Hebe Camargo
Diego Montez – Wagner Montez, Sidney Magal e Boni
Gigi Debei – Mara Maravilha e Telemoça
Giselle Lima – Sônia Lima e Cidinha
Gustavo Daneluz – Silvio Jovem
Hellen De Castro – Gretchen e Telemoça
Ivan Parente – Pedro de Lara
Jú Romano – Rosana, Telemoça
Juliana Bógus – Aracy de Almeida
Léo Rommano – Atrasildo e Manoel de Nóbrega (Alternante)
Lucas Colombo – Bozo
Paula Flaibann – Elke Maravilha
Pedro Passari – Swing
Rafael Aragão – Alberto Abravanel e Silvio Alternante
Roquildes Junior – Roque
Thiago Garça – Pablo e Bailarino Russo
Velson D’souza – Silvio Santos
Verônica Goeldi – Boneca, Bolinha de Sabão e Telemoça
Vinícius Loyola – Gugu Liberato, Gilliard e Sérgio Mallandro

Diego Montez interpreta seu pai Wagner Montes, jurado do “Show de Calouros” (Crédito: Adriano Dória)

SERVIÇO

TEMPORADA: de 15 de outubro a 21 de novembro de 2021 
LOCAL: 033 Rooftop (cobertura do Teatro Santander) – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi – São Paulo/SP
DIAS e HORÁRIOS: Sextas às 20h30 | Sábados às 15h30 e às 20h30 | Domingos às 15h e às 20h
DURAÇÃO: 2 horas e 15 minutos (com 15 minutos de intervalo)
CAPACIDADE: 248 lugares (67% do total)

VENDAS (on-line):  www.sympla.com.br
VENDAS (física): Na bilheteria do teatro das 12h às 20h
VALORES:  Setor VIP R$180 (inteira) e R$90 (meia-entrada) | Setor 2 R$75 (inteira) e R$37,50 (meia-entrada)

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