
MUSICAL REVISITA A OBRA DE MARKU RIBAS E CELEBRA IDENTIDADE, MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE NEGRA NO PALCO DO CCBB SP.
Com direção e elenco formados por familiares, espetáculo une teatro, música e projeções ao vivo para recontar a trajetória do multiartista mineiro, falecido em 2013
Após temporadas marcantes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, o espetáculo “Marku Musical“ estreia no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP), onde permanece em cartaz de 12 de junho a 13 de julho de 2025. A montagem homenageia a trajetória do artista Marku Ribas (1947–2013) – cantor, compositor, ator, dançarino e percussionista – reunindo no palco sua própria família numa criação que entrelaça teatro, música e projeções ao vivo.
A dramaturgia parte da autobiografia inédita “Marku por Marco Antônio“, escrita pelo próprio artista, somada a memórias familiares e a um rico acervo documental. Com texto de Allan da Rosa e pesquisa dramatúrgica de Rafael Queiroz, a encenação mistura elementos ficcionais e documentais em uma linguagem híbrida e audiovisual.
Com direção de Lira Ribas, filha de Marku, e direção musical de sua irmã, Júlia Ribas, o espetáculo conta com as duas no elenco, junto à mãe, Fatão Ribas. Completam o time Mário Broder, Ìdòwú Akínrúlí e Gabriel Mendes.
A narrativa acompanha os passos de Marku por territórios que moldaram sua arte: de Pirapora (MG) – onde nasceu – à Martinica, França, Nova Orleans e o continente africano. Também mergulha nas culturas ribeirinhas do interior do Brasil e nas tradições afro-brasileiras, propondo reflexões sobre ancestralidade, autoria e o apagamento de vozes negras nas artes.
Mais do que uma retrospectiva artística, Marku Musical revela a dimensão íntima e afetiva de um homem negro que cultivou o afeto como um ato político. A peça evidencia o legado de Marku como pai, marido e amigo, em contraste com a invisibilização dessas camadas no imaginário social brasileiro.
Acredito que carregamos um legado de Marku Ribas. É de muita importância compartilharmos esse legado, que hoje também se apresenta como espetáculo. Foi lindo poder trazer para a cena a nossa história como família e celebrar a vida desse artista tão icônico na música negra brasileira. Revisitar a obra de Marku é também trazer, para o presente, discussões políticas sobre a vida. É reafirmar nosso orgulho ancestral afro-indígena e reverenciar os nossos. Estamos muito felizes em reviver Marku no CCBB – especialmente em São Paulo, cidade que tanto o abraçou e valorizou”, diz Lira Ribas.
Das memórias para hoje: 12 anos sem sua matéria corpórea acolhedora, seus abraços e seu tom, direcionando o rumo… Doze anos após a partida, ocupar um palco com música, memória, presença, em uma celebração à sua obra – uma obra rica – faz movimentar tudo aquilo que podia estar parado em mim, nos outros, no espaço. Ocupar, como uma chaleira com água fervente, ebulitivamente ecoando aquilo que foi celebração em vida, e continua sendo, e vai ecoar. Estar no palco, no Marku Musical, junto da minha família, é mostrar que, quando a realidade é totalmente transformada por verdade, por companheirismo, por amor, por fidelidade, por lealdade – ela se torna inquebrável”, finaliza Júlia Ribas.
Ao receber esse projeto, o CCBB SP reforça seu compromisso com a valorização da diversidade artística e a preservação da memória cultural, propondo um diálogo entre arte e identidade e proporcionando ao público uma experiência sensível que entrelaça teatro, música e projeções audiovisuais. “Marku Musical” não apenas revisita a trajetória do artista, mas também resgata influências sonoras e narrativas que atravessam gerações, destacando a riqueza das culturas afro-brasileiras e ribeirinhas.
Este projeto conta com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
FICHA TÉCNICA
ELENCO
Lira Ribas
Júlia Ribas
Fatão Ribas
Alexandre Massau
Ìdòwú Akínrúlí
CRIATIVOS e PRODUÇÃO
Direção – Lira Ribas e Ricardo Alves Jr.
Direção Musical – Julia Ribas e Marcelo Dai
Operação de Câmera – Gabriel Mendes
Dramaturgia – Allan da Rosa e Marku Ribas
Pesquisa Dramatúrgica – Rafael Queiroz
Dialoguista – Raysner de Paula
Direção de Movimento/ Preparação Corporal – Fernando Barcellos
Oficina de Belè – Boris Percus
Preparação Vocal – Júlia Ribas
Direção de Arte – Mariana Rocha e Patricia Batitucci
Figurino – Luiz Claudio Silva
Iluminação – Marina Arthuzzi e Tainá Rosa
Som – Emerson Eustaquio P A Silva e Emerson Fausto
Assessoria de Imprensa – Sandra Nascimento, Ana Paula Valois e Maria Elisa Pompeu
Identidade Visual – Luang Dacach
Produção Executiva – Nina Bittencourt
Direção de Produção – Sirlene Magalhães
Assistente de Produção – Giovanna Pires
Produção – Nina Bittencourt e Entre Filmes

SERVIÇO
TEMPORADA: De 12 de junho a 13 de julho de 2025
LOCAL: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) – Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico, São Paulo – SP | Capacidade: 119 assentos
DIAS e HORÁRIOS: Qua, Qui e Sex às 19h | Sáb, Dom e feriados às 17h | Sessões extras: 12 de julho, às 15h e às 18h
*Atenção: não haverá sessão no dia 14 de junho
*Sessões com Libras: Dias 4 e 11 de julho
*Bate-papo com o público: 5 de julho, após o espetáculo
DURAÇÃO: 100 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
INSTAGRAM: @markuribas
VENDAS: ccbb/markumusical e na bilheteria do CCBB
VALORES: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Meia-entrada: para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com
deficiência – e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60
anos e clientes Ourocard
INFORMAÇÕES CCBB SP
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600 | E-mail: ccbbsp@bb.com.br
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas, mediante validação do ticket na bilheteria do CCBB)
Traslado gratuito: Ida e volta entre o CCBB e o estacionamento conveniado, das 12h às 21h. No trajeto de volta, há parada também na estação República do metrô
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô (Linha Azul). Há linhas de ônibus com embarque e desembarque nas ruas Líbero Badaró e Boa Vista
Táxi ou aplicativo: Recomenda-se o desembarque na Praça do Patriarca. O acesso ao CCBB é feito a pé pela Rua da Quitanda (200 metros)
Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem utilizar a porta lateral à esquerda da entrada principal
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