TODOS OS MUSICAIS QUE NUNCA FIZ

(Crédito: Estúdio 103)

A inspiração para o espetáculo, que tem direção de Gustavo Klein, direção musical de Adriano De Sidney e direção residente e coreografias de Mari Barros, nasce das próprias frustrações e aspirações de Marília, especialmente ao enfrentar repetidas vezes o processo de audição sem alcançar o tão desejado “sim”. Movida pela paixão pelos palcos, estar nele tornou-se uma necessidade vital para a artista, que, a partir daí, decidiu criar sua própria oportunidade ao invés de esperar passivamente por ela.

Com uma vasta experiência em audições, adquirida ao longo de quase 10 anos, foi em seu próprio repertório que ela encontrou a matéria-prima para dar vida ao monólogo, costurando o roteiro, escrito a quatro mãos com o ator e compositor Natividade, à uma trilha embalada por músicas cantadas em inglês e português, que refletem sua jornada. O resultado dessa parceria refletiu também  a identificação mútua, resultando em  um texto divertido e emocionado, marcado pela capacidade de trazer sinceridade e leveza à realidade vivida por todo artista, sujeito a uma carreira de altos e baixos, com frustrações, conquistas e muitas expectativas.

Apoiada na comicidade, mas sem deixar de falar sério sobre um assunto que acredita ser pouco explorado, Marília reconhece o papel do humor como uma ferramenta vital para lidar com os desafios e experiências dolorosas da profissão, em que, apesar das adversidades, aprendeu a aceitar as negativas da vida real como parte do processo, confiando no seu próprio talento e no curso natural das oportunidades.

O humor é, muitas vezes, o mecanismo que o ser humano usa para seguir em frente, pois sem ele viveríamos dois lados de uma mesma depressão, conformismo ou revolta – que, nada mais são, do que estados de espírito que não nos levam a construir absolutamente nada. Claro que a dificuldade sempre pode ensinar algo, mas saber rir de si mesmo é fundamental para não desistirmos diante das dificuldades. E encontrar esse equilíbrio é importante. Eu já trabalho muito isso na minha vida e agora tenho a oportunidade de propor essa reflexão no palco. Costumo dizer que o monólogo é um grande riso de nervoso, mas também é uma grande sacaneada com o nosso ofício”, explica ela, que equilibra também as funções de autora, atriz e produtora do projeto, que abriu a cortina pela primeira vez em 2023, para duas únicas apresentações. 

CONVIDADOS SEMANAIS:
01 e 02 Mar: Cezar Rocafi
08 e 09 Mar: Daniel Haidar
15 e 16 Mar: Fábio Galvão
22 e 23 Mar: Fabrício Negri
29 Mar: Tauã Delmiro | 30 Mar: Davi Tostes
05 e 06 Abr: Ubiracy Brasil

Na contramão do próprio espetáculo, Marília se prepara para colher os frutos do tão aguardado “sim”. A atriz, que chegou a se apresentar com o projeto infantil “Paxuá e Paramim”, do compositor, cantor e multi-instrumentista Carlinhos Brown, vestindo a fantasia de espuma da indígena Paxuá, conta os dias para integrar o elenco de seu primeiro grande musical, ainda a revelar, onde ocupará a importante função de swing, tendo a chance de assumir a forma de diversas personagens.

O momento de transição de um monólogo sobre as dificuldades de conseguir papéis, para uma oportunidade onde vários poderão ser interpretados, representa uma realização pessoal e profissional na vida da artista, que já deu início a uma rotina intensa de estudos e que vem buscando orientações de colegas experientes para usufruir desse momento com sabedoria; e sobre isso ela comenta:

A ficha ainda não caiu por completo, mas sinto que estou vivendo um sonho. É muito significativo ter um espetáculo que fala sobre a dificuldade de passar em uma audição e sobre esse objetivo, que agora finalmente se tornou realidade. A Marília de 15 está muito feliz e louca para poder compartilhar com todos”, finaliza, enxergando a oportunidade como uma resposta à sua paixão e perseverança na carreira artística.

Texto: Natividade e Marília Di Lorenço
Direção Geral: Gustavo Klein
Direção Residente e Coreografia: Mari Barros
Direção Musical: Adriano De Sidney
Elenco: Marília Di Lorenço, André Gomes e Jean Cruz | Sérgio Blur (swing)
Figurino: Marília Di Lorenço
Desenho e Operação de luz: Sancler Pantano
Desenho de som: Thiago Venturi
Operação de som: Gabi Manaia
Edição de Som: Felipe Silotto
Designer gráfico: Camila Schmitsler
Produção Geral: ARTEA
Direção de Produção: Marília Di Lorenço 
Produção: Gabi Manaia e Paulo Pequeno
Assistência de Produção: Rafael Ramirez
Assessoria de Imprensa: GPress Comunicação – Grazy Pisacane 
Fotos de Divulgação: Estúdio 103 e Jean Cruz
Apoio: Studio Marconi Araújo

SERVIÇO

TEMPORADA: De 01 de março a 06 de abril de 2024
LOCAL: Teatro do Mercado (El Mercado Ibérico) – R. Pamplona, 310, Bela Vista, São Paulo – SP | Capacidade: 60 lugares
DIAS e HORÁRIOS: Sex às 20h30 | Sáb às 18h30 e 21h
DURAÇÃO: 55 min
CLASSIFICAÇÃO: 10 anos
INSTAGRAM: @mariliadilorenco | @artea.producoes

VENDAS (on-line com taxa) sympla.com.br
R$ 80 (inteira) + R$ 8 (taxa) | R$ 40 (meia) + R$ 4 (taxa)

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