ARTE É PROGRESSO

DRAMATURGO VITOR ROCHA REUNIRÁ SEU ‘ROCHAVERSO’ NO TEATRO VIRADALATA
Sucesso de público e crítica, os espetáculos “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, “Se Essa Lua Fosse Minha”, “O Magico Di Ó, Um Clássico em Forma de Cordel” e “Bom Dia Sem Companhia”, retornam aos palcos a partir de 27 de janeiro

Reunindo mais de 50 artistas nacionais, a ideia da Mostra de Teatro Musical Autoral, produzida por Luiza Porto e Vitor Rocha, através da Encanto Artístico e da Enxame Produções Culturais, é justamente ocupar os palcos – depois de muito tempo fora deles – com histórias brasileiras e destacar a importância de se produzir espetáculos autorais, que falem para e sobre o nosso povo.

Após temporadas de estreia e os desdobramentos que cada projeto teve, como as montagens internacionais de “Cargas D’Água”, o filme de “O Mágico Di Ó” e a versão para o streaming de “Bom Dia Sem Companhia”, essa será a primeira vez onde todos os espetáculos estarão em cartaz simultaneamente, durante um mês (de 27 de janeiro a 20 de fevereiro) e no mesmo teatro, Viradalata.

CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO (às quintas)

(Crédito: Victor Miranda)

O espetáculo conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”. Mas tudo muda quando ele faz um amigo, nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral. Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam o moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e para a deles.

SE ESSA LUA FOSSE MINHA (às sextas)

(Crédito: Victor Miranda)

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.  

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.   

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.

O MÁGICO DI Ó (aos sábados)

(Crédito: Victor Miranda)

Inspirado no clássico “O Mágico de Oz”, de Frank Baum, o espetáculo narra a saga de retirantes nordestinos a caminho da cidade de São Paulo. A peça traz um olhar abrasileirado dos personagens Dorothy, Espantalho, Leão e Homem de Lata, tendo como ponto de partida o embarque da menina Doroteia (Luiza Porto) e seus tios em um pau-de-arara, rumo à capital paulista em busca de uma vida melhor, fugindo de uma terra sem chuva e sem esperanças. Neste grupo de migrantes está o cordelista e versador Osvaldo (Vitor Rocha), que começa a contar uma história para distrair seus companheiros de viagem. Os versos, baseados em uma história real, dão asas à imaginação da garota, fazendo com que realidade e fantasia se misturem neste divertido enredo, que tem como protagonista uma Doroteia que deseja levar chuva para sua terra e ver um arco-íris cruzar o Cariri.

BOM DIA SEM COMPANHIA (aos domingos)

(Crédito: Victor Miranda)

Vini (Vitor Rocha) e Lara (Luiza Porto), dois ex-apresentadores mirins que são convidados a reviver seu antigo programa em um especial que será gravado ao vivo 10 anos depois do fim da atração. Entre memórias boas e ruins, alegrias e frustrações, eles relembram os tempos em que eram amados pelo país inteiro e enfrentam as marcas que o sucesso deixou na história de cada um e na amizade deles também. Com criatividade e músicas originais até mesmo uma sessão de terapia pode ser divertida enquanto passeia por temas tão temidos e atuais como a síndrome do impostor, ansiedade, insegurança e comparação. 

Vitor Rocha (Crédito: Andrea Pimont)

SOBRE VITOR ROCHA

Ator, produtor, diretor e roteirista. Eleito pela Forbes um Under 30, entre os 90 jovens mais promissores e bem sucedidos do país em 2019. Escreveu, atuou e dirigiu “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso” que lhe rendeu diversas indicações a prêmios de teatro (além de ter sido montado em Londres no Off-West End e Nova York na Off-Off-Broadway) e também o consagrou como o primeiro autor a receber um Prêmio Bibi Ferreira, na categoria revelação. Em 2019, atuou no seu segundo musical, também de sua autoria: “Se Essa Lua Fosse Minha”, que recebeu quatro indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, incluindo melhor musical brasileiro e melhor letra e música (categoria na qual foi vencedor ao lado de Elton Towersey). No mesmo ano em “O Mágico Di Ó – Um Clássico em Forma de Cordel”, assinou a autoria do texto, das letras e foi responsável por interpretar o personagem Osvaldo. Sendo este seu trabalho mais recente, sua indicação ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor espetáculo infanto-juvenil completa a lista das 18 indicações e 4 prêmios de teatro pelos seus 3 primeiros trabalhos. Criador dos projetos sociais “Casusbelli” e “Pardalzinho” e fundador da Academia Jacutinguense de Letras, estreou seu último trabalho autoral “Bom Dia Sem Companhia” em setembro 2021 e faz sua estreia no cinema nacional como ator e roteirista em 2022, no filme “O Mágico Di Ó”, produzido e dirigido por Pedro Vasconcelos e em breve nos cinemas.

SERVIÇO

TEMPORADA: De 27 de janeiro a 20 de fevereiro / 2022
LOCAL: Viradalata Espaço Capital – Rua Apinajés, 1387, Perdizes – São Paulo/SP
DIAS e HORÁRIOS: De Quinta a Domingo às 20h30
Cargas D’Água: 27.01, 03.02, 10.02 e 17.02 | Se Essa Lua Fosse Minha: 28.01, 04.02, 11.02 e 18.02 | O Mágico di Ó: 29.01, 05.02, 12.02 e 19.02 | Bom Dia Sem Companhia: 30.01, 06.02, 13.02 e 20.02
DURAÇÃO: Cargas D’Água: 60 min | Se Essa Lua Fosse Minha: 170 min | O Mágico di Ó: 70 min. | Bom Dia Sem Companhia: 60 min.
CLASSIFICAÇÃO: Cargas D’Água: Livre | Se Essa Lua Fosse Minha: 12 anos | O Mágico di Ó: Livre | Bom Dia Sem Companhia: 12 anos
CAPACIDADE: 819 lugares + 8 espaços de cadeirantes

VENDAS (com taxa):
Cargas https://bileto.sympla.com.br/event/70484/d/118102/s/703670
Se Essa Lua Fosse Minha https://bileto.sympla.com.br/event/70483/d/118101
O Mágico di Ó https://bileto.sympla.com.br/event/70482/d/118097
Bom Dia Sem Companhia https://bileto.sympla.com.br/event/70485/d/118109
VALORES: Plateia e Plateia Superior – R$70 (inteira) + R$8,40 (taxa) | R$45 (meia-entrada) + R$5,40 (taxa)

VENDAS (sem taxa) na bilheteria do Teatro Viradalata (sem taxa): sexta – das 19h até 22h | sábados – das 19h até 22h | domingos – das 17h até 20h (Informação: 11 3868-2535)
*Abertura da bilheteria: duas horas antes do espetáculo 

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